' Falta tanta coisa na minha janela como uma praia, falta tanta coisa na memória como o rosto dele*, falta tanto tempo no relógio quanto uma semana, sobra tanta falta de paciência que me desespero. Sobram tantas meias-verdades que guardo pra mim mesma*, sobram tantos medos que nem me protejo mais, sobra tanto espaço dentro do abraço, falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo..

domingo, 19 de setembro de 2010

Política.

Interrompemos nossa programação para transmitir o horário eleitoral gratuito, obrigatório de propaganda eleitoral...

Perai... obrigatório? Engraçado como as coisas que deveriam ser obrigatórias na realidade não são, e algo que devia ser proibido (ou pelo menos melhorado) é tão obrigatório. Tudo bem que sem propaganda eleitoral muita gente não teria como decidir em quem votar, afinal não iriam conhecer os candidatos. Mas quem disse que essa propaganda ajuda em alguma coisa? A verdade é que perdemos tanto tempo ouvindo aquele monte de blá blá blá que de fato, nada importa. Continuamos sem conhecer os candidatos. Sim, nos realmente não os conhecemos. Por que ao invés de colocar cada politico enfatizando "todas as suas maravilhas", não colocam alguém imparcial, falando todas as coisas a seu respeito? As falhas, processos, projetos inacabados...


É muito fácil obrigar os canais a apresentar todas as eleições velhos e novos candidatos cada vez mais cobertos por máscaras com apenas um intuito: o de conseguir votos. Nos mostrar quem eles realmente são, é que é difícil. No fim, a maioria vê a política da mesma forma, uma maneira de conseguir dinheiro fácil.

Dificilmente algum desses candidatos se preocupa realmente com o bem-estar do cidadão brasileiro. Alias, os únicos cidadãos brasileiros com os quais ele se preocupa são aqueles que integram a sua família (e em alguns casos alguns de seus amigos também).


Política é um assunto chato. Dificilmente desperta interesse, não se culpe por isso. Como diz no vídeo do Felipe Neto (@felipeneto) ninguém se interessa por política porque lá atrás criou-se esse condicionamento para fazer com que toda a população não se interessasse. Mas e dai? Passou da hora da população com mais informação tentar mudar isso. Eu também não entendo TUDO de política, mas entendo o suficiente para saber que esta tudo errado e que não adianta nada todo mundo só reclamar e não fazer nada para que isto mude.


Eu concordo plenamente com a implementação de uma lei onde os políticos sejam obrigados a colocar seus filhos estudar em colégios públicos, só assim eles irão investir realmente na Educação.



Mais do que isso, deveriam existir outras leis obrigando que os políticos utilizem como "convênio médico" o SUS (sistema único de saúde) para si e todos os membros de sua família, quero ver se assim não melhoram as condições em que a Saúde Pública se encontra. Outra coisa que deveria ser mudada é o fato do candidato ser eleito e mudar-se para um bairro nobre. Se os políticos fossem obrigados a mudar para os locais mais necessitados (e não menos) dificilmente este local continuaria ruim, com toda a certeza eles iriam investir mais em melhorias para esta cidade do que investem estando "fora" dela. O problema maior tá na desigualdade, se eles podem estar em uma cidade melhor, para que se preocupar com a "pior"? E o direito do cidadão brasileiro, onde fica?


Um exemplo claro, é colocar o prefeito de São Paulo para morar nos bairros que sofrem mais com as enchentes. Com toda a certeza do mundo eu posso afirmar que seria questão de tempo (pouquíssimo tempo) para que a situação deixasse de ocorrer. Eu sei que o problema das enchentes vem acompanhado de diversos erros de toda a população (como por exemplo, jogar esse monte de lixo nas ruas), mas garanto que num piscar de olhos, existiria muito mais campanhas e envolvimento, e a cidade pararia de sofrer com enchentes a cada chuva, pois com toda certeza do mundo, o prefeito não gostaria de perder todas as suas coisas (e deixar sua família correndo diversos riscos) em uma enchente como a maioria da população é "obrigada" a perder/correr. Com certeza sentindo na pele, esse problema seria solucionado o mais rápido possível.


Afinal, o intuito da política não é melhorar o país em que vivemos? Se o intuito é este, não é nem um pouco justo os políticos melhorarem apenas a situação em que ELES vivem, esquecendo do restante da população. Nada mais justo que o candidato ter que passar por todas as coisas que o "pobre" é obrigado a passar.

A maioria das pessoas vai dizer que nestas condições dificilmente um político se candidataria. E de fato, é verdade. Só iriam se candidatar aqueles que realmente estivessem preocupados com a situação do nosso país, e não apenas com a melhoria da sua vida financeira. Afinal, a melhoria da vida deste político viria conforme fosse surgindo a melhoria para o cidadão comum, e não ao contrário.

Político é um representante do POVO. Político quando eleito, deve fazer as leis em nome do povo. Político é empregado NOSSO.

Nenhum deles quando faz alguma coisa está fazendo um favor. Esta apenas cumprindo sua obrigação.
(Nayane Fontes)

(A charge acima é um pouco antiga, das eleições de 2008, mas dá para ter uma idéia da desigualdade que temos vivenciado.)

Já parou para pensar que o político só esta lá porque nós brasileiros o elegemos? Se nós temos o poder de elege-los, também temos o poder de mudar a situação do país. Acabar com a corrupção, com os interesses individualistas. E a coisa consegue piorar quando, além dessa diferença "gritante" de salários e benefícios dos políticos para um cidadão comum, eles ainda sentem a necessidade (acompanhada da falta de vergonha na cara e da falta de punição) de desviar dinheiro público para suas contas ultra-secretas.

Nas eleições a gente vê um monte de candidatos dizendo que melhoraram a educação, que melhoraram a saúde pública, que acabaram com diversos problemas da cidade... poxa, que legal. Então por que, além de você (cidadão) não ver melhora, você (político) não está usufruindo das "maravilhas" que você proporcionou ao país? Se a educação está tão melhor, coloca seu filho no colégio público para ter o mesmo ensino proporcionado a maioria das crianças brasileiras. Se a saúde pública está tão perfeita, você não precisa de convênio médico, pode passar horas enfrentando as filas dos hospitais públicos para atendimento "imediato".



Sem contar que todos os políticos e seus agregados, deveriam ser obrigados a utilizar também o transporte público, que esta cada dia pior. Mas é claro que os políticos vão ter diversas desculpas (uma mais esfarrapada que a outra) para não aprovar leis como essas. Dentre todas essas desculpas, com certeza  surgirá esta: "- é questão de segurança, não de um ensino ruim... imagina descobrem que meu filho é meu filho e o sequestram..." Blá blá blá. Não quer que isto aconteça? Melhore a segurança dos locais. Coloque mais carros de polícia e mais policiais circulando pelas ruas, na porta das escolas, dos hospitais, dos bairros mais pobres. Tá vendo? Essas leis seriam tão boas que como consequência acabaria melhorando até a segurança do cidadão brasileiro. Melhorando a educação, a saúde e a segurança pública aumentaria também o número de empregos. Reduziria e MUITO a criminalidade.. enfim, uma coisa leva a outra.

Sem contar o valor absurdo da aposentadoria de um político, enquanto a aposentadoria de um cidadão "comum" mal dá para os remédios. E não vem me falar que agora o governo distribui remédios para os idosos e blá blá blá, porque para mim não passa de blá blá blá. Todos nós sabemos que o valor do salário mínimo do brasileiro é vergonhoso. E se os políticos fossem obrigados a se manter com o salário de um cidadão normal?


Pois é, nenhum deles conseguiria ou aceitaria, né? Por este motivo eu sou a favor de não reelejer político nenhum.
Quer se aposentar? Vai trabalhar !!!! Como todos nós cidadãos comuns. Quer ganhar mais do que nós somos "obrigados" a ganhar? Melhore os salários, o valor da aposentadoria... assim quando VOCÊ se aposentar, como todos nós, irá receber um valor mais humano. Porque cá entre nós, com o aumento dos valores dos produtos nos mercados, e toda a inflação no Brasil, o salário do Brasileiro, além de pouco, é desumano.

Eu dúvido que o país não melhoraria. Mas se depender dos políticos, isso nunca vai mudar. Eles não querem que a gente pense, que a gente saiba, que a gente tenha inteligência o suficiente para questionar. Só falar não adianta. Se todos nós brasileiros lutássemos pelos nosso direitos o Brasil já teria mudado a muito tempo. Que tal correr atrás desta mudança? Se o país inteiro exigir, dúvido que a câmara vá ter como negar. E você pode até se perguntar como vamos fazer isso, mas com um simples abaixo assinado com assinaturas de um país inteiro talvez conseguíssemos exigir esta mudança. Como vamos conseguir isso é sua próxima pergunta, certo? Se cada um de nós recolhesse assinaturas pelo menos do bairro onde moramos já seria um belo começo. E você vai continuar ai parado?

Acredite: procure se informar um pouco mais sobre política. Quebre o "tabú" de ser apenas um assunto chato e desinteressante. Não será necessário abaixos assinados, nem coisas do tipo, caso você não tenha tempo ou "paciência" para isto, basta você aprender a votar. Conhecer um pouco mais sobre o assunto. Você não precisa saber muito, só o suficiente. O suficiente para querer mudar tudo isso. Talvez não seja possível ver essa mudança na nossa geração, mas quem sabe o Brasil se torne um lugar melhor para os nossos filhos, netos e por ai vai. Não é apenas o seu futuro que está em suas mãos, mas também o futuro das pessoas que você mais irá amar e querer proteger um dia. Pense nisso.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ex-namorado.

O próprio nome já diz: Se ex-namorado fosse bom não era ex, era atual. Mas e quando as coisas não são bem assim? Nem todos os namoros terminam porque o cara era um cafajeste, ou a menina uma insuportável. Dentre todos os motivos existentes para se acabar uma relação o pior deles é quando a relação acaba havendo sentimento. Não diria o pior, porque sem dúvidas nenhuma não é o pior, mas ainda assim é o mais difícil de lidar (mais para frente explico o por que). Okay, na maioria das vezes as relações acabam restando sentimento pelo menos em uma das partes, mas e quando o sentimento reina nos dois corações? Quando o motivo para terminar esta relação é apenas um: brigas. Não porque vocês deixaram de se gostar, ou porque não suportam mais estar ali, lado-a-lado, mas porque o amor é tanto que sufoca. Sufoca de forma egoísta. Surge o ciúmes, o exagero e todas as outras coisas difíceis de controlar quando amamos alguém. E esse "amor exagerado" começa a fazer mal, começa (literalmente) a ser demais e consequentemente começa a cobrar demais, querer demais. Não só da sua parte, com ele aconteceu o mesmo. Hora vocês brigam pelo que você espera, hora brigam pelo que ele espera. Mesmo havendo amor demais acaba chegando um momento em que a situação fica intolerável para os dois, ou para um dos dois, mas já é o suficiente para acabar com a relação. Como lidar com essa situação?

Okay, hoje eu tenho consciência de que certas coisas poderiam ser mudadas e ser diferentes, que certas coisas eram erradas (não só da minha parte, mas também da parte dele) e que para consertá-las bastava ser um pouco mais razão ao invés de emoção. Mas eu tenho essa consciência HOJE. No calor do momento parecia que ambos falávamos idiomas diferentes e não compreendíamos uma só palavra dita, nem por ele e nem por mim. Embora não exista um relacionamento que nunca tenha tido um momento de stress, compreendo que vários momentos de stress não é legal, muito pelo contrário, não tem nada de legal. E eu compreendo isso da pior maneira possível, tendo passado por isso.

Depois que o namoro termina, é difícil se desvincular daquela pessoa. Você até tenta, mas quando não é você que vai atrás, é ele. E mesmo estando separados vocês continuam brigando. Óbvio. Ainda resta sentimento o suficiente para te fazer agir como idiota e continuar cobrando uma coisa que não tem mais nada a ver com você. Isso vale para as duas partes.

Não dá para se desapegar tão facilmente, ainda mais de um relacionamento longo. Mais ainda de um relacionamento que só terminou pelo stress causado pelas brigas. Não que eu preferisse "ter um motivo", e aqui vai a explicação do porque eu acho mais difícil lidar com o fim de um relacionamento quando ambos ainda se gostam do que quando há realmente um motivo, quando o relacionamento termina por traição ou "falta de consideração" de alguma das partes você tem um GRANDE motivo para desejar nunca mais ver aquela pessoa na sua frente. Mas isso não ocorre quando vocês terminam por terminar, somente para se livrar daquelas brigas que estavam acabando com você. A principio você se revolta, principalmente se quem optou por terminar não foi você. A revolta é tão grande que quase não sobram lembranças boas... mas com o tempo você começa a lembrar APENAS das coisas boas. E ai você sente falta, e ai da saudade, e ai você começa a ficar idiota de novo e agir por impulso.

É muito difícil tirar da sua vida alguém que foi tão importante para você, pelo menos para mim é assim. Se você já fez parte da minha vida, MAIS ainda se já foi muito importante para mim, eu não quero ter que passar por você e fingir que nem te conheço. Eu não quero nunca mais falar com você e fingir que você não existiu, afinal, você existiu. E mais do que ter apenas existido, você marcou minha vida, fez parte da minha história. Não da para simplesmente te olhar e fingir que você é um mero conhecido. Ou não. No meu caso, eu sempre desejei que pelo menos fôssemos amigos. Já que não deu certo como relacionamento porque não continuar tendo você na minha vida como alguém querido, já que carinho por você não falta. Claro que é muito fácil falar, ainda mais havendo sentimento. É como eu disse, os primeiros meses após o fim do namoro foram muito conturbados. Brigávamos sempre, vivíamos nos alfinetando. Qualquer demonstração de amor (e de idiotice) era valida. O orgulho é grande o bastante para te segurar, mas não grande o suficiente para fazer com que você não toque em assuntos referentes ao coração. Existe um momento em que se você não disser que ainda ama aquela pessoa você vai explodir. Então, você conversa com muito carinho. Demonstra muito afeto pela pessoa. Investiga carinhosamente a vida dela fingindo que desencanou e quer saber como anda a vida, o coração... Até que ela diz algo referente a você, é a oportunidade perfeita para deixar esse sentimento sair de dentro de você. Ai você solta um exagerado e desajeitado: "Preciso desligar, depois a gente se fala... amo você." E desliga correndo. Mas apenas isso. Seu orgulho não te segura a ponto de controlar esse amo você, mas te segura a ponto de controlar um "vamos nos ver, conversar, tentar voltar". E assim a vida continua...
Mas não é só você que sente essa necessidade de soltar um amo você e fugir. Ambos fazem isso. Claro, vocês ainda se gostam, como não fariam? Mas chega uma hora que só falar não resolve mais. Você começa a se irritar por ele só falar, ele provavelmente também se irrita por você só falar. Nenhum dos dois dá o braço a torcer. Você coloca músicas felizes no nick do MSN, demonstra o máximo possível que tá feliz. Ele faz a mesma coisa. Ambos sabem que isso é mentira, mas e dai? Ele deve realmente achar que eu tô feliz e é isso que eu quero que ele pense. Vocês descobrem que ainda não se curaram do bichinho do ciúmes. Tudo que ele faz te irrita, e vice-versa. Tudo o que ele fala te incomoda. Se ele foi viajar, você quer saber com quem. Se ele fala que foi com uns amigos você age sendo uma completa idiota. Finge não estar nem ai, mas começa a cutucar, a tentar descontar. E ele faz o mesmo quando é ao contrário. Vocês são dois completos idiotas.

Você perde as esperanças de uma volta. Não vê mais chances para que fiquem juntos novamente. Mas você quer pelo menos manter ele por perto. De verdade, você até quer se tornar sua amiga. Mas não dá pra ser amiga de alguém que te machuca, ainda mais propositalmente. Até mesmo porque você também tenta machucá-lo para deixar claro que não esta por baixo. Então, não tem muito o que fazer a não ser se afastar... você tenta evitar que isso aconteça, mas você esta se machucando tanto com toda essa história que não resta outra saída. Ai você se afasta... com muito sacrifício e muitas recaídas.

Você volta a conversar com ele no dia em que esta mais triste, vê que nada mudou, fica pior ainda e se afasta de novo. Começa a ver a outra pessoa como um completo idiota. Mas isso tem explicação, além de vocês dois realmente serem idiotas. Você o vê como um idiota porque esta frustrada. Nem a amizade dele você consegue ter, e é claro que você não vai ter vocês ainda se gostam, não dá para se sentir a vontade como com um amigo de verdade. Imagina vocês falando sobre outras pessoas, dando detalhes de relacionamentos, do carinha que você esta saindo, da menina que ele conheceu. Com toda a certeza vocês iriam se machucar mais ainda embora tentassem não demonstrar.


E nesse vai-e-volta de se afastar e voltar a ter contato chega um momento em que as coisas ficam menos complicadas. Vocês até conseguem conversar normalmente sobre mais coisas, sem se cutucar ou tentar se ferir. Dá até para tentar falar de outros relacionamentos, não que não incomode mais, mas machuca muito menos. Você fica feliz pela pessoa e por finalmente estarem conseguindo conversar como pessoas civilizadas. Mas sempre surge aquela pergunta de ambas as partes: tá namorando? (ou semelhantes perguntas) vai casar qdo? como anda o coração? relacionamentos?

Até que ponto isso é saudavel? A gente conversa essas coisas com nossos amigos, mas existe um tom diferente na pergunta, ou pelo menos parece ser um tom diferente. O sentimento não é mais o mesmo, embora ainda reste um carinho pela pessoa. Você não tem mais esperanças de uma volta e nem vê mais isso fazendo parte do seu futuro, mas porque isso ainda é estranho para você?

Você fica super feliz por estarem conversando novamente, sem mais atritos, e começa a pensar que finalmente serão amigos e que vão poder se ver e fazer coisas juntos e... perai, como assim? Não, não tem nada de errado em ser amiga do ex-namorado. Nem em manter contato, sair, fazer coisas juntos... desde que seja apenas isso. Mas se você parou para se perguntar: "perai, o que tá acontecendo?" não, você não esta preparada para ser apenas amiga do seu ex-namorado. E ele esta menos preparado ainda para ser seu amigo se acha que essa reaproximação é a oportunidade perfeita para um "remember". Isso não é amizade.

E ai eu me pergunto, será que um dia isso será possível? O que será que ainda acontece, embora a gente não enxergue, que não permite que sejamos apenas amigos? Algum dia isso vai mudar? E se mudar, algum futuro namorado iria entender e aceitar? O que iria acontecer caso estivéssemos namorando com outras pessoas no momento? Será que ainda ficaria o desejo de sermos pelo menos amigos?

São tantas perguntas sem respostas. O fato é que você tem consciência de que não existe mais aquele sentimento. Mas porque diabos isso ainda acontece?

domingo, 12 de setembro de 2010

Livros.


Livros, livros, livros e mais livros. Minha paixão por livros tem aumentado de maneira muito intensa. Lembro até hoje do dia em que ganhei uma caixa de brinquedos da minha tia. Ela estava me dando alguns brinquedos que minha prima não brincava mais. No meio destes brinquedos havia um livro. Sem capa, sem título, sem introdução. O livro já começava no primeiro capitulo. Contava a história de um mico leão dourado e outros animais na floresta. Até hoje eu não sei o nome do livro. Mas eu li aquele livro umas quatro vezes (só naquele ano). De todas as coisas na caixa, a que mais me interessou foi este livro. Maltratado, sem capa, rabiscado, mas eu parecia prever que algo ali era melhor do que aparentava. Algum tempo depois tive que ler um livro para fazer uma prova na escola, Missão no oriente do Luiz Puntel.


Confesso que não queria ler. Era para um prova na escola e como todas as coisas ordenadas na escola a gente tende a reclamar e resistir. Mas eu li. Li e reli. Li de novo até depois da prova. Me apaixonei pela Coleção Vagalume e não via a hora de chegar outra "prova do livro" para que minha mãe tivesse que me comprar outro livro. E li muitos outros, cheguei a roubar um livro da biblioteca uma vez. Não que eu me orgulhe disso, mas realmente aconteceu.
A verdade é que consigo devorar um livro em três dias. E sinto tanta falta quando não leio, da vontade de sair correndo e gritando até a livraria mais próxima. Nunca me convide pra entrar em uma livraria, juro que não consigo sair de lá tão cedo. Passo pelo menos 1 hora lá dentro, namorando e escolhendo todos os livros que eu ainda vou ler.



Quero tantos, quero quase todos. Meu sonho é ter uma biblioteca em casa, já contei isso? Um escritório super confortável com tanto, mais tanto livro que se torne uma biblioteca. Acho que passaria dias lá dentro.

Morro de ciúmes dos meus livros, é tal qual um caso de amor mesmo. Não que eu não tenha ciúmes de outras coisas que eu tenho, por exemplo, minha série favorita, eu não empresto pra ninguém. Mas meus livros, ahhh... esses eu não gosto nem que relem na capa. Eu até empresto alguns, mas fico rezando para que nada aconteça com eles. Uma vez emprestei um livro novinho para um amigo meu, eu nem tinha lido ainda mas como estava lendo outro e ele prometeu que devolveria rápido emprestei. O menino demorou 500 anos para devolver, e quando devolveu, devolveu cheio de orelhas, amassados, e a capa... meu Deus... a capa, estava cheia de marcas e coisas. As páginas sujas... eu queria morrer. Na verdade eu queria matá-lo, mas isso não traria meu livro de volta. Agora toda vez que eu empresto algum, passo todos os dias até ele voltar para casa sofrendo antecipadamente. Isso quando eu empresto. Na maioria das vezes tenho uma desculpa na ponta da língua e não deixo ninguém nem se aproximar.

Eu não sei de onde surgiu todo esse amor. Eu leio alguns livros na internet, mas não é a mesma coisa. Sinto falta daquele contato. Do cheiro de livro novo, de segurar, passar a mão na capa, sentir ele pertinho de mim. Consigo estimular minha imaginação facilmente lendo no computador, mas fica faltando aquele contato, aquela sensaçãozinha gostosa de segurar um livro em suas mãos. Aquela troca que um computador nunca te possibilita.



Se tem uma coisa que eu recomendo para o mundo é a leitura. Todo mundo devia ler. Todo mundo devia amar livros e suas histórias. Eu consigo ir tão longe sem ao menos ter saído do quarto. Consigo ter tantas emoções e sentimentos diferentes numa mesma página.


Ler um livro é ótimo, mas SENTIR um livro, não existe algo que possa se comparar a isso. Tem histórias que parecem escritas pra você, ou por você. Desligar-se do mundo e aprofundar-se no mundo dos livros é maravilhoso. É uma das coisas que eu mais amo. Talvez por isso eu seja assim, mais imaginário que realidade.


E por falar nisso, passou da hora de agarrar meu livro novo e só soltar quando eu terminar :)

Beijo pra quem fica ;*

Boas maneiras em viagens.

Estive pensando, o que leva uma pessoa a querer viajar com outras mil pessoas e ainda assim desejar continuar anti-social? Em uma situação como essa o melhor seria se enturmar e aproveitar a viagem o melhor possível, não é? É, parece óbvio que sim. Isso na teoria né, na prática a teoria dói.

Suponhamos que você vá a uma viagem com 100 pessoas, e destas a maioria não faça questão de se misturar. Seria você o bobo da corte e tentaria se aproximar para manter um círculo social saudável? Ou você apenas continuaria ali, aguardando o momento certo para dizer ou fazer algo, esperando que alguém seja receptivo o suficiente para ir até você e te dar as boas-vindas?


Nestas horas eu admiro as pessoas impulsivas que agem despreocupadamente fazendo e falando tudo o que desejam. Mas a pior parte não é você ter que criar uma situação onde possa se enturmar, e sim todas as outras pessoas (que também não estão movendo montanha nenhuma para que isto ocorra) começarem a te julgar.

"Ela é uma chata, nem fica aqui". "Nossa, ele nem fez questão de conversar com a gente". "Quase não vi a cara dela na viagem". "Quem convidou esse mala? Ele almoça com a gente e quase não fala nada". Fácil falar né? Já parou para pensar que da mesma maneira que você esperava algo daquela pessoa ela podia estar esperando de você? Sim, isso acaba sendo um círculo vicioso, onde todos reclamam mas ninguém faz nada para que isto mude. Porque a gente sempre espera que o primeiro passo venha do lado de lá, principalmente as pessoas tímidas. (não todos nós, mas a grande maioria)
Por isso eu sou a favor de quem tá em número maior tentar enturmar quem tá em número menor. É claro que ninguém precisa ficar bajulando o "fulaninho" só para que ele se sinta a vontade na turma, mas também não vamos fechar uma rodinha e deixa-lo de fora não só da roda, mas também do assunto.

Na minha época isso era chamado de boa educação. Não que eu seja muito velha, mas tanta coisa tem mudado que fica difícil falar sobre algo sem separar os tempos. Eu sei que é muito difícil você não julgar alguém antes de conhecer, mas te garanto que aquela pessoa que tem cara de metida pode ser super legal e aquela com cara de legal pode ser um porre. Nenhuma regra foge a exceção. Mas que tal conversar e conhecer antes de "rotular"? Existem regras básicas numa situação como essa. Vamos começar pelo início:

Organizar a viagem: Sempre tem alguém que será responsável pela viagem. Terá de ir atrás da casa, do lugar, das pessoas, do dinheiro, da lista de mercado. Essa é uma das partes mais difíceis de executar quando se planeja uma viagem, se responsabilizar pelo tanto de pessoas que você decidir chamar. Vamos lá, você achou a casa, pesquisou o preço, local e todos os atributos necessários para encaminhar um e-mail para a galera. Okay. Então você manda um e-mail para todos os seus amigos com fotos do local, valores e localização. É muito importante que seus amigos saibam o máximo de coisas possível sobre o lugar, para não se frustrarem ao chegar no local. A casa tem 5 quartos, 3 banheiros, etc, etc, etc... vão 40 pessoas, tudo bem? Em primeiro lugar, eu diria para que você não colocasse mais gente do que cabe na casa, mas caso todos estejam de acordo, okay. Eu disse TODOS de acordo. Não adianta avisar algumas pessoas e outras não da quantidade de pessoas que vão, pois ao chegar na casa, vai acabar saindo confusão, seja por um quarto, pela fila no banheiro, enfim... o mais importante quando você organizar uma viagem é deixar todos cientes de tudo o que esta acontecendo nos preparos para esta viagem.
Outra coisa que deve-se pensar bem é em quem você irá chamar. Amigos sempre querem levar outros amigos e outros e assim por diante. Se o contrato esta no seu nome, questione e queira conhecer mais sobre as pessoas que vão. Ninguém esta livre de um acidente ou um prejuízo mas conhecendo bem seus amigos fica mais fácil resolver a situação caso ocorra algo desagradável.
Com todos estes itens claros, ficará faltando apenas o último deles que é a lista de compras. Sim, faça uma baseada na quantidade de pessoas e de dias e encaminhe para o pessoal. Veja se todos concordam com quantidade e valores e se desejam trocar ou substituir algo. Seja razoável. Você esta organizando uma viagem para muitas pessoas, não tem como pensar apenas em você ou em alguém que sugeriu uma troca um pouco fora do permitido. Se todas as pessoas concordarem, okay. Se algumas tiverem sugestões, escute-as. Se for a opinião da maioria, aceite-a.



Chegando na viagem: Tente ser justa com todo mundo, não vale o seu melhor amigo ficar com três colchões enquanto alguém que você mal conhece está dormindo no chão com um colchãozinho super fino. Se este desconhecido não conhece o seu melhor amigo, vai ser muito difícil que ele chegue nele e peça o colchão. Ai entra a boa educação, o correto seria este amigo lhe oferecer o colchão. Mas as coisas nem sempre são tão bonitinhas assim. Então, fica a dica para todos: se você faz parte da maioria conhecida, enturme a minoria desconhecida. Garanto que o convívio vai ser muito melhor e mais fácil. E se você é timido demais para se enturmar sozinho, deixa de besteira e se joga. O máximo que vai acontecer é você não ver nunca mais aquelas pessoas (e sinceramente, se elas não souberem te recepcionar é melhor que isto realmente ocorra).

Durante a viagem: Okay, nem tudo é festa e bagunça em viagens com muita gente. As pilhas de louças são enormes, a bagunça é enorme e ninguém quis ir viajar para ficar limpando casa. Ninguém mesmo, nem a pessoa que a alugou. Portanto não a deixe responsável pela organização. Ajude. Se a viagem foi bem organizada provavelmente não vai ter muito o que limpar, já que pratos e copos serão descartáveis, você pode ajudar lavando as panelas, talheres, jogando as latinhas no lixo. Não seja escravo. Não sinta que esta é uma responsabilidade sua porque você fez no primeiro dia. Ajudar não é igual a fazer sozinho. Se começarem a abusar, deixe lá. Você também não foi lá só para trabalhar, embora tenha que cooperar.

Organização: Este é um item importantíssimo em uma viagem com muitas pessoas. Nada de deixar sua mala inteira espalhada pelo quarto, com roupas penduradas em todos os cantos dificultando a passagem e até mesmo a localização de outras malas. Não da para deixar tudo bonitinho na mala, mas também não da para jogar tudo pro alto e querer que as outras pessoas se virem para localizar-se. Agora vem o principal, o banheiro. Várias pessoas vão tomar banho e utilizar este mesmo banheiro que você, não deixe tudo jogado, molhado, pendurado, sujo. Higiene é bom e todo mundo gosta. Não custa maneirar na bagunça.

Convivência: Você foi dormir tarde e achou que ia dormir pelo menos até o meio dia. Mas logo cedo o rádio esta ligado no último volume. Não adianta berrar e espernear, você foi para a viagem sabendo que isso podia acontecer (a menos que todos ainda estejam dormindo e só tenha um infeliz com o rádio no último volume).

Se isto acontecer você tem duas alternativas, ou tenta dormir com a música alta ou desiste e levanta. Jamais vá desligar o rádio e brigue com todos que estão ouvindo. Se é um direito seu dormir, é um direito deles dançar e cantar. Além disso, sorria sempre que possível. Acordou de mal humor? Que pena. Não pense que só porque não esta bem humorada tem o direito de descontar nas outras pessoas, ainda mais as que nem te conhecem direito.

Por fim, acho que se todos seguissem a risca todas essas dicas nenhuma viagem seria furada. Claro que imprevistos acontecem, mas pelo menos ninguém vai poder reclamar que não sabia, que não esperava isso, etc. O mais importante de tudo é ser passional e se divertir. Mas é claro que passional no melhor sentido possível. Não se preocupe muito com o que vão pensar de você caso você chegue brincando, dançando ou conversando. Sinta-se a vontade e tente se enturmar. E você ai do outro lado julgando as "novas" pessoas, sabe que deveria ser você que esta enturmando-os e não eles mesmos né? Fica a dica.

Espero que façam uma boa viagem e aproveitem cada segundo.